Que com Portugal no coração, têm de estar longe da pátria!

Ontem fui marcada num dos posts colectivos da moda no facebook, em que eu e mais meia dúzia de pessoas fomos marcadas. O que mais me interessa neste post nem é tanto o seu conteúdo, mas os termos em que fui marcada.

Primeiro por ser uma mulher de força e garra. Segundo “Que com Portugal no coração, têm de estar longe da pátria”. Eu sinto esta frase como se alguém tivesse morrido. Porquê? Bem, porque é que não estar na santa terrinha tem de ser um alarido tão grande? Porque é que tenho de viver para a pátria? E se fosse homem e tivesse feito o que fiz té hoje? Era menos do que sou sendo mulher?

Caríssimos, entendam-me. Eu sou Portuguesa e não quer dizer que não diga às pessoas que o sou. Eu sou mulher, mas não digo que ninguém é melhor ou pior que ninguém. Mas poupem-me. Nós não somos definidos por uma nacionalidade. Não somos definidos por uma raça. No meu ver nós não somos nada que nos divida. Mas sim algo que nos una. NÓS somos sim SERES HUMANOS. Somos pessoas de sonhos e ideais. Viajando pelo mundo à descoberta. Coleccionando experiências. Tudo bem. Existem culturas que gosto de conhecer. Mas não me defino por nenhuma. Prefiro pensar que somos uma única raça, mas cada um diferente à sua maneira.

A minha pátria não é Portugal. A minha pátria é o Mundo. Mundo esse pelo qual luto para melhorar.

Não sou mais nem menos que ninguém por ter um cartão de cidadão que diz que sou Portuguesa. EU sou cidadã Mundial e é assim que quero ser reconhecida.

Cada pessoa deve estar não apenas onde está melhor em termos de vida, mas onde se sente bem, completa. EU não tenho que me vangloriar se sou homem ou mulher. Criança, adulta ou idosa. Portuguesa, inglesa, chinesa, etc. Eu tenho que me vangloriar por ser um ser humano. Um ser humano capaz de perceber que o mundo é tanto mais que meras coisas que nos incutiram. Citando o grande John Lennon, já imaginaram se não existisse céu nem inferno, se não existissem países ou religião. Se não existem as posses, nem a necessidade de ganância nem fome? Imagine all the people, Sharing all the world.

Pois é, a vida ensinou-me algumas coisas. E se toda a gente aprendesse como eu, acreditem, o mundo estava bem melhor. Deixariam de haver vítimas da própria vida. Prisões próprias. Pensamentos impróprios. Fugas à realidade e vivências na imaginação. Deixariam de dar Likes no facebook às supostas causas mundiais e olhariam ao seu redor para ver onde eram mesmo necessários. Deixariam de haver julgamentos e juízos de valor. Passaria a haver mais entreajuda. Mais amor e partilha. A vida é muito mais do que o que estamos a viver agora. Não esperem que o vizinho o faça por vocês, ou não esperem que o sujeito X ou Y o faça para então vocês irem em rebanho atrás.

Façam o favor de aprender a viver antes que seja tarde. Viver é mais que pátria. É mais que género. É mais que nacionalidade. É mais que raça. É mais que tudo. Viver é aproveitar o mundo. Vive o Mundo. Vive o Mundo e serás feliz.

PORCatarina Diogo
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