Porra, que (ainda) dói tanto!

Porra, que (ainda) dói tanto! Escrevo de lágrimas nos olhos, praticamente um mês depois de termos acabado. E sabes? Já não chorava por ti há algum tempo. Um mês não é muito tempo, eu sei. Mas pensei ser capaz de te esquecer mais rapidamente. Pensei que bastava começar a falar e a conhecer pessoas novas, que isto passava. Pensei que ter alguém interessado em mim, disposto a largar tudo por mim, seria o suficiente. Mas não é. E não sei como me soltar deste sentimento. Porque estou presa. A ti. Ao que tivemos. E ao que podíamos ter tido.

Acabaste com tudo da forma mais egoísta possível. Iludiste-me. Por mais que eu queira acreditar que há alguém que me ama, não consigo. Porque eu acreditei em ti. E onde é que isso me levou? À solidão, à tristeza, à descrença. Sei que sabes o bem que me fizeste, o quão feliz me fizeste. Mas não tenho dúvida que não te passa pela cabeça o mal que me estás a fazer. Sei que não imaginas o quanto ainda te amo.

Não fazes ideia do rasto de destruição que deixaste. Não consigo mais acreditar em palavras bonitas. Os elogios são bons. Sobem-me o ego. Mas do que servem se não basto para ti? Se é a ti que amo e isso não chega… ‘Era uma coisa de verão, não era?’, perguntaram-me hoje. Não, não era. Para mim, pelo menos. Fica difícil acreditar que gostaste mesmo de mim, que me amaste, que foste sempre sincera. Sinto-me enganada. Sinto que fui burra, que não devia ter acreditado numa única palavra.

Eras perfeita aos meus olhos, ainda que com todos os teus defeitos. Mas realmente a perfeição não existe – como sempre me ensinaram. Sinto-me traída, apesar de saber que, de forma literal, serias incapaz de o fazer. Mergulhei de cabeça, fiz de ti a minha vida, o meu futuro, o meu tudo. Entreguei-me a ti, dei-te o melhor de mim, dei-te tudo o que tinha. Acreditei em ti, (até) em mim, em nós. Planeei um futuro.

Acreditei que também querias um futuro comigo. Tudo em ti parecia tão sincero..! Os gestos, os olhares, os carinhos, as palavras. Tudo! Mas agora sinto que não passavam de coisas que terias feito com qualquer uma que tivesse aparecido na tua vida, naquela altura. E depois de ter dado tudo de mim, o que restou? Tristeza, solidão, noites sem dormir, medo… Ainda te amo. Tanto! Como no primeiro dia. Mas mais um bocadinho. Para a vida! E porra, que (ainda) dói tanto!

PORPequena
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