Por favor, que não seja mais tarde!

Sinto que, sem sombra de dúvidas, me encurralaram. Sim, sinto que fui encurralada. Ao longo do tempo fui sendo, suavemente, encurralada. E agora, chegado este momento, que percebi não haver por onde fugir vou ter mesmo que parar. Vou ter que parar para pensar e, quem sabe, descobrir como sair daqui.

Primeiro gostava de perceber como vim aqui parar e como, de repente, não há uma saída. Também gostava de entender porquê que não vi que estava a chegar a este beco. Talvez não seja um beco sem saída, mas sim uma parede fria onde sou obrigada a encostar-me de cada vez que as espadas ficam apontadas na minha direcção.

Seja como for, tem que haver como escapar – pelo menos é nisso que penso quando olho para o céu azul ou para as estrelas na escuridão. É difícil olhar em frente quando estamos assim – encurralados, num beco sem saída ou com espadas a encostarem-nos à parede – mas podemos sempre olhar para cima e perceber o espaço que ainda temos para crescer.

Quero acreditar que olhar à minha volta e ver tudo aquilo que quero, e ainda não alcancei, me vai fazer descobrir o caminho para as alcançar. Quero acreditar que nenhum beco me vai impedir de ver as inesgotáveis opções no horizonte. Quero, e vou, acreditar nas boas ferramentas que me podem ajudar a sair daqui; e até nas más, que me vão trazer a sabedoria necessária para não as utilizar.

Eu sei que, mais cedo ou mais tarde, vou sair daqui. O meu único medo: é que seja mais tarde. Estaria tudo bem se eu fosse a, única, responsável por esta situação; mas não, não sou e isso é que me custa (dói mesmo). Custa-me, também, ver o tempo a passar e saber que, mesmo que eu seja capaz de sair, ele nunca vai voltar para trás.


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