Podes ouvir-me? Desculpa!

“Desculpa. Nada vai mudar o que aconteceu, nada vai fazer com que tudo volte ao que era antes. Mas eu não sou orgulhoso, até porque não tenho razão. Eu sei que estás confusa, sei que até hoje te deves questionar sobre o porquê. E eu queria muito ter uma resposta para ti, mas não tenho. Eu fui fraco. E ainda assim me considero, porque uma pessoa forte não faz o que eu fiz, e eu sei que me consideravas forte. Bem como outras tantas coisas boas que eu não mereço.

Quero ver-te. Aliás, não só quero, como preciso. Mentiria se dissesse que estou bem. Não estou, nunca estive bem sem ti. Culpo-me todos os dias por ter arruinado a relação que sempre desejei para mim, a possibilidade de ter filhos com a única mulher que sempre quis (eu sei que não vais concordar, mas é verdade) e ter arruinado a tua vida naquele momento. Não penses que gostei de ver a tua dor. Odiei na verdade. Caí em mim e deixei de conhecer a minha própria pessoa. Preciso saber como estás. Eu percebo o porquê, mas não respondeste a uma única carta minha. E eu sei que não tenho o direito, mas eu sinto-me triste e preciso que me desculpes. Por favor.

Preciso, também, de dizer que te amo. Não espero que acredites, aceites ou voltes para mim, só preciso que o saibas. Nunca te quis magoar. Perdi tudo. A minha melhor amiga; companheira de guerras, tristezas e alegrias; o meu braço direito; a minha ouvinte; o meu porto de abrigo; o meu conforto. Tudo. Por um desejo momentâneo. Não vou perder tempo a escrever desculpas, porque não há desculpa para o que te fiz. Mas eu vou continuar a escrever para ti, até te sentires confortável para responder. Não tenhas pressa, eu compreendo-te. Quem já escreveu mais de cem cartas, também escreve outras mil. Tu és a mulher da minha vida, mesmo que nunca mais volte a ter o privilégio de te ter da mesma forma.

Sê minha amiga de antigamente, por favor. Vamos tentar reconstruir a amizade. Eu preciso de ti.

Espero que esteja tudo bem contigo.”

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