Podemos dar certo…

“Minhas prioridades organizadas são: amigos, família, noitadas, bebedeiras, trabalho e por último a pessoa com quem estou”, disseste-me certa vez num dos nossos primeiros encontros e acrescentas-te: “Sou egoísta, estou a tentar mudar.”

Isso não me definia! Achei que estivesses a falar de um dos teus muitos defeitos e todos temos defeitos. Não estás a tentar mudar. Esse é quem tu és, o teu jeito e se eu quiser ficar na tua vida, eis as tuas condições.

Eu costumava ter um bocado de amor próprio, mas acho que o perdi. Acho que apaixonei-me tanto por ti que aceitei essas condições mesmo que isso me quebrasse em mil pedaços todas as vezes em que te dizias ocupado demais para nós. Tenho saudades tuas. Tenho saudades tuas mesmo quando estamos no telemóvel em chamada por horas ou quando estás sentado com a cabeça pousada sobre as minhas pernas. Tenho saudades tuas desde que foste embora. Nunca mais te vi, mesmo que te visse nessas redes sociais. Para onde fomos? E amor, amor isso destrói-me! Cada dia é mais difícil ser apaixonada por ti e então no final do dia eu direciono toda essa raiva para mim mesma porque eu não consigo sequer ficar chateada contigo. Tenho raiva de ser tão idiota!

Hoje passei o dia a tentar convencer-me de que não te amo mais. De que sem ti estou bem.

Eu saí de casa, encontrei as amigas, bebi um pouco, e tu sabes, eu não sou mulher de tocar em bebida. Dei um trago no cigarro do meu amigo barman e eu nem sequer fumo. Mas de repente tu mandaste uma mensagem e eu voltei a interpretar o meu papel de idiota. Porque me destróis? Não entendo. Não temos futuro, embora eu faça continuamente planos para nós. Eu não sou a pessoa que tu queres. Sou imatura, insegura e a minha impaciência é do tamanho do universo. Não sei nem lidar com todas as tuas inseguranças. A verdade é que o amor deveria completar-nos mas tu continuas a deixar um buraco dentro de mim. E sabes?

Eu sou tão idiota que quero continuar a tentar até não sobrar mais nada de mim, porque uma parte pequenina aqui dentro ainda acredita que podemos dar certo. Tu tens um coração de gelo e eu faço um ótimo papel de idiota, afinal somos um belo casal, não é?


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