O pensamento rasga-me a alma…

Correm-me nas veias as batidas de outros tempos…
O pensamento”rasga-me” a alma e alimenta-me o espírito. Já não sei se se trata de loucura ou de uma ínfima parte de mim ser lúcida demais.

Fecho os olhos, viajo até ao infinito das memórias futuras que no presente já foram passado. Contradições vêm ao de cima e voam bem alto. Penso que já chegaram ao céu. Eu voei com elas. Aproveitei e fiz um diálogo com toda a constelação. Depois do diálogo continuei de olhos fechados, os desejos, as vontades e as ideias atacavam o meu pensar em todas as direcções.

Cada momento faz-me inspirar e cada inspiração faz-me sonhar acordada. Adoro sonhar acordada. É isso que me faz sentir viva, saber que o meu pensamento e o meu sentir não têm restrições. É isso que me faz querer mais mais e mais da vida e que torna a vida numa intensa emoção, num filme sem ensaios e numa pura espontaneidade. E é deste modo que eu tenciono continuar a viver, de forma livre, pura, espontânea…

Escrevo isto com o olhar posto no céu, está a anoitecer, o céu está a fechar os olhos tal como eu. Agora sou eu e o céu que imaginámos em conjunto e a força da imaginação leva-me a momentos de êxtase comigo mesma. Vou continuar assim, a sonhar acordada e a aliar-me ao céu e à sua infinidade que me des(controla) de uma maneira tão real que, por vezes, parece utopia.