Para ti, com amor.

Se algum dia eu recusar um beijo teu, é porque me apetece ficar em casa sozinho o dia todo. Não quero amar e não quero deixar a minha alma invulnerável ao sentimento de êxtase que tu me provocas enquanto estamos na cama. Os teus nadas sussurrados aos meus ouvidos perdem o valor quanto estou sozinho, e assim não tenho de me despir e suar oceanos, apenas porque queremos ter mais prazer no momento.

Se algum dia algum dia eu faltar ao prometido, é porque a minha mente ainda não se habituou a ti. Só a ti. Nunca fui uma pessoa de ideias feitas. Nunca consegui decidir se queria um gelado de morango ou de um de chocolate, ou se queria comprar um carro ou uma mota, e nunca consegui chegar ao consenso de se te amo ou se não te amo, se te quero na minha vida ou se não quero.

Se algum dia eu te afastar de mim, é porque estou farto das tuas conversas fingidas. Das palavras de amor que tu dizes para eu te amar de volta, e se alguma vez eu mandar os teus braços para o vácuo, é porque esse teu tocar já me tinha conquistado outrora, e não me apetece gostar de ti naquele momento. Apenas deixa-me sozinho. Deixa-me decidir.

Se algum dia eu for a correr para ti a chorar, abraça-me e beija-me como da primeira vez que nos tocámos.

Mas não me ames. Deixa-me amar a mim primeiro.


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