Para o que é, serves!

Filho da put@ do acaso que te traz até mim constantemente e não me deixa livrar-me de ti. Quando menos espero traz-me notícias tuas e já nem sequer as quero. Quando começo a nem estar para ti virada lá recomeça tudo outra vez e lá estás tu a bater à minha porta às 3h da manhã em fingido desespero a pedir para voltarmos e lá estou eu a pensar em aproveitar o que tiveres para me dar mesmo sabendo que será só mais uma noite. Mas para o que é, serves. Se tu voltas é porque queres mas se tu ficas é porque eu deixo. Não te iludas amor, não te deixes enganar por este meu ar de quem não se importa com nada e de nada sabe. Sei, olha que sei e sempre soube, quem tu és e por onde andas, apenas para aquilo que te quero, serves. Que mal tem em aproveitar-te se pretendes fazer o mesmo comigo?

Confesso, tenho que conter o riso quando começas com as palavras bonitas e as promessas mais profundas de amor eterno. Não consegues ver que isso já não me aquece nem me arrefece, tal é o tamanho do teu ego que continuas a achar que ainda te amo, tal é a tua necessidade em conquistar que estás convencido que é isso que preciso de ouvir para me levares para cama. Amor, é só exibires-te para mim porque é a única coisa que ainda se aproveita de ti e a tesão a única coisa que se aproveita de nós.

Estás tão enganado se pensas que ainda sofro de amor por ti, amei-te sim, um dia mas depois de tanto não sei se quero, não sei se fico, de tanto agora amo e talvez já não ame, eu agora decido por ti. Hoje deixo-te dormir cá em casa porque quero e não dormes comigo porque não me apetece. Hoje por acaso não me apeteces mas ficas na mesma porque dá-me um certo gozo ver a tua cara de quem está prestes a marcar golo e mal sabes tu que nem sequer vais a jogo amor. Não, não te devo um pedido de desculpas porque não estou arrependida, não te devo uma justificação porque tu há muito que deixaste de a merecer. Não adianta tentares fazer-me sentir culpada por estar a fazer contigo o que tu fizeste vezes sem conta comigo. Não, não é diferente só porque eu sou mulher. Não, não vou argumentar contigo nem pedir para ficares. Percebe amor, não volto a entregar-me para além dos nossos corpos porque tu para mim há muito que deixaste de ser prioridade e passaste apenas a ser um propósito. Para o que é, serves. Enquanto eu te quiser tens-me mas tens-me como eu te quero ter, exactamente assim, para o que é.

Hoje o meu sorriso é teu mas o motivo não és tu. O motivo sou eu. Sei claramente o que sou e para o que sirvo para ti e estou bem com isso. Eu não estou iludida mas tu estás e daí o meu sorriso, subestimas-me e eu só sorrio. E dá-te por feliz por ainda me teres seja de que forma for porque da última vez nem para isso serviste. Vai-me aproveitando enquanto podes até porque o tipo de homem que és não serve para mais nada se não só para o que é, e se nem para isso serves, nem com esse propósito te quero.