Pai, quando te falo…

Quando falo contigo, dizem-me que não devo falar, quando tu me ouves, dizem-me que não te devo falar, quando me ajudas, dizem-me que não te devo falar, quando preciso de forças, não sei mais onde as ir buscar, mas dizem-me que não te devo falar…

Então escrevo-te, vou escrevendo, e enquanto o faço lembro-me de tudo, e a lágrima cai finalmente, as palavras ficam soltas, o olhar profundo, o coração apertado e vem a saudade que levaste no teu mundo.

A lágrima volta a cair porque é a força que eu preciso, a força que só tu me consegues dar, aquela força antiga, que só nós sabemos como e quando a encontrar, mesmo quando me dizem que não te devo falar…

Era bom que estivéssemos presentes, sentados lado a lado, para trocar umas palavras, assim sei que não posso e dou por mim numa troca de pensamentos, eu penso, e tu dás-me umas lágrimas, era isso que eu procurava, é isso que me estás a dar, é como pedir-te uma dádiva, e simplesmente começar a chorar.

E dizem-me que não te devo falar…

Já deviam ter caído antes, mas só hoje fui capaz de te escrever, já que não te posso falar, pelo menos consegues-me perceber.

Não sei se foi assim que quiseste, mas quero acreditar que não, o que é certo é que se está a ser assim, será por alguma razão!

Sei que estarás sempre aí, eu sempre te irei lembrar, rezo todos os dias por ti, porque me dizem que não te devo falar…

AMO-TE PAI


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