Os sinais …

Vi um sinal Stop na estrada, parei o carro. Mas, achei aquele sinal abusivo, como se, me dissesse pára de sentir isso. O Stop não me mandava parar o carro, mas sim os sentimentos que me inundavam. Olhei para o Stop, vi o teu sorriso e um risco por cima.

Tenho de mudar de direcção. E, como faço isso?

Avancei com o carro, meti- me no meio do trânsito. Fiquei encurralada, mas não me importei, ganhei tempo para pensar em nós, em ti.

A estrada parecia- me dar alertas dos perigos. Com um alerta, aparece o teu olhar que domina qualquer uma, incluindo eu.

Daí os sinais da estrada, tentarem ser avisos para eu parar, porque ir por esse caminho é perigoso. Ou simplesmente, entro num beco sem saída.

O carro e a minha inconsequência leva- me para a rua que me levará ao abismo. Era insuportável a distância que o mundo, eu mesma me impunha de ficar longe de ti. Não eras propriamente aconselhável, mas és o meu vício, a minha droga. Especialmente, feito só pra mim.

Apesar de, os sinais me avisarem do perigo, decidi avançar para te amar. Pelo menos, de perto, não com esta distância.

Já estou na rua onde moras, falta pouco tempo para parar em frente á tua casa. Páro o carro, imagino o que estás a fazer, com que humor te encontras. Vejo os teus ténis ao fundo da escada. Imagino que, tenhas andado descalço sobre o jardim. Tinhas essa mania estranha, lembro do dia que o fizemos juntos. Acabei por gostar e me divertir com isso.

Nesse dia mostravas o teu sorriso puro, parecias até um menino.

Sai do carro e observei as escadas desertas, nem um tapete puses-te. Isso também é a tua cara, não ligas muito a decorações.

Estava em frente ao portão, por um segundo hesitei em entrar. No momento que, decidi virar – me para entrar, já estavas perto de mim, demasiado perto.

Senti- me incapaz de reagir. Em consequência disso, ele avança com olhar penetrante, sorri.

– Olá!

O que fazes aqui?

(vim perder- me em ti)

– …

– Como sempre, não respondes.

Por fim, sorriu- me. Era cortante o sorriso dele, tudo servia para me atrair como íman.

– Vem comigo!

(não iria a lado nenhum, sem ele)

Guiou- me de mãos dadas, o toque fez- me estremecer, embora não se notasse a olho nú. Parou-me no lugar mais isolado da casa.

Vi os seus olhos se transformarem em ternura. Sorriu- me envergonhado, talvez pela fragilidade que mostrava agora. Sorri de volta.

Depois mostra o mundo que criou, um jardim imenso colorido, belo. Puxa- me para o meio dele. Foi então, que olhou- me nos olhos.

– Fiz isto pra ti!

Não me esqueci do que gostavas…

Ele parece genuinamente diferente.

– Como te lembras- te disso?

– Não me esqueço de coisas importantes!

Ela riu.

– Ela tem a risada, mais incrível!

Não me importaria de ouvir o dia inteiro. – Pensou, ao ver o brilho nos olhos dela.

– Obrigada!

– Desculpa, ter sido um canalha.

– Então, admites?

– Admito.

– Hum.

Ele aproxima- se até ficar a poucos centímetros de distância da boca dela. Nenhum deles recua.

– Ainda bem que viés-te – Murmurou.

Sem mais delongas, beija-a num beijo calmo, mas longo.

– Vamos, começar de novo? – Perguntou, ele com um brilho nos olhos.

– Sim. – Olá sou o Rafael.

– Jéssica.

Prazer!

Apertaram as mãos e riram como duas crianças.

Os olhares cruzam-se e a calma instala- se, não era difícil ver através dos olhos do outro. Transmitiam o mesmo, com a mesma intensidade.

Ela parecia dizer – vem ama- me de uma vez!

Ele sorriu ao ouvir aquelas palavras mudas no olhar dela. Divertia- se com a impaciência dela, era tentador quando ela olhava com o olhar a provocar. Ainda assim, beijou-lhe a testa e sorriu contra a pele do seu rosto. Inalou o perfume dela.

Era doce. Tortuosamente doce.

Ali ficaram imóveis por um tempo. – Cala- te! Apenas sossega os meus sentidos.


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