Os Homens são todos iguais… e as Mulheres também…

‘Os homens são todos iguais’… não… os homens só são iguais para as mulheres que não sabem tomar decisões diferentes.

No entanto os homens não são fiéis. Os homens podem ‘estar fiéis’. Quando estão apaixonados (coisa que não deixa de ter tempo de duração) ou quando estão muito cercados por todo lado e seria logo descoberto (que cercar também pode resultar no contrário do que se quer).

As mulheres hoje traem tanto quanto eles. O homem trai pelo prazer hormonal, pelo físico e por isso só precisa duma mulher. A mulher precisa dum motivo, precisa de admirar o homem e que ele se dedique ao espaço emocional que ela pretende.

A mulher de hoje já não baixa a cabeça e limita-se a cumprir as suas tarefas. Ela está independente do homem emocional, financeiramente e até na capacidade familiar. Está mais realizada e já não responde a obrigação familiar como na era passada. Quer divertir-se e ter uma identidade própria sem presença masculina. As contas são separadas e até as casas o são por bastante tempo, até decidirem mudar. As ideias e as vontades já não estão em função de ninguém, e já não são apontadas por isso.

O homem por sua vez está mais inteligente, fala melhor, e tem mais cuidado com o que fala e como. Mas mais lento, mais preguiçoso, mais despreocupado e indeciso. Tudo é mais tarde, tudo é adiado, todas as burocracias são adiadas, e por isso tudo acontece mais tarde. Escolhem muito mais, mas demoram muito a escolher, e muita vez nem chega a acontecer. Deixam de sentir que têm de ter nome, família, a mulher já não tem de ser dona de casa nem têm de ter 5 filhos. Não têm de provar nada a ninguém, querem fazer o que quiserem pelo tempo que quiserem. Idealizam muito e estão mais exigentes na profissão.

Hoje há um excesso de ver e ser visto. Ser ouvido. Excesso de exposição, excesso de chamada de atenção. Hoje todos querem ser notados e invejados. Antes escondia-se tudo, a inveja era um mal do demónio e podia trazer consequências terríveis. Era uma maldição. Devíamos andar com os piores sapatos  e esconder os melhores para não os cobiçarem. Hoje, o homem só quer sair com a mulher mais bonita, elas com os mais atraentes. Querem o melhor carro, e a melhor casa. E por isso os problemas são mais graves. Existe uma violência muito fácil, a voz fala muito mais alto, não há vergonha, conta-se tudo. Tanto o homem como a mulher perderam a preocupação pela voz do povo. Ser falado é melhor que não ser. Somos exibicionistas em todos os campos da nossa vida.

O homem antes era criado como um ‘bicho de trabalho’, era a subsistência da família. Era criado debaixo da fivela do cinto, na dureza na arrogância, no silêncio, dormia no chão para endireitar as costas. Trabalhava para ser homem, arranjava uma mulher para ser homem e era homem tendo filhos e criá-los na mesma regra. O homem de antes devia andar sujo para mostrar trabalho, devia ser rude para manter o respeito, devia falar alto e a mulher devia escutar e calar, não tinha opinião. O homem não podia exprimir sentimento porque era fraqueza. Não eram homens os fracos.

A mulher devia obedecer. A mulher devia responder a todas as necessidades do marido, devia ser mulher. Responder ao marido era desrespeitá-lo mudar as suas ideias também, devia ter filhos para consumar o casamento e prosseguir o legado da família , o nome e o trabalho. As filhas seguiam as pisadas da mãe e era o pai a decidir o seu destino igualmente, tal como deviam obedecer e calar aos irmãos homens. Havia um exagero das crenças, um exagero de regras de silêncio, de tabus, e de privações… havia um exagero de sermões e de tradições. Era uma época reprimida pouco feliz, não havia espaço para futilidades e mudar o ciclo das coisas. Tudo o que fosse novo e diferente, era obra do diabo, ou de loucos.

Hoje continua a haver este exagero mas no modo contrário. Já deixou de haver uma linha natural da vida, uma crença só. Hoje cada pessoa faz a sua lei. Mulher e homem acham que sabem melhor e entram em conflito pessoal há décadas. Elas querem mais direitos, eles querem recuperar o poder de falar mais alto como antes. Elas tornaram-se exibicionistas, sem vergonha e caprichosas, eles estão mimados, preguiçosos e desonestos. Continuam a ser as mesmas pessoas, com essências diferentes.

Há quem pegue nas coisas difíceis e as torne em lições, e há quem pegue e as torne numa revolução. Que é onde vivem as mulheres e homens de hoje.


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