Os anjos não existem!

Passei meses e meses a chorar por causa de um alguém que me tinha magoado, a jurar a mim mesma que nunca mais me ia entregar completamente a alguém, a dizer que era desta que eu tinha aprendido a não confiar nas pessoas… Pensei estar mais fria, mais forte. Pensei ter aprendido alguma coisa com o que já tinha passado, pensei ter aprendido a mandar os homens irem comer as mães deles, pensei ter aprendido que eles só querem umas curtes e nada mais. Até que tu apareceste e estragaste tudo.

O muro de Berlim foi derrubado, a muralha da china atravessada e chegaste ao meu coração. Eu entreguei-me a ti, como a perfeita idiota que sou, como uma idiota que se apaixona pela primeira vez. Eu sabia que estava errada, sabia-o tão bem… Mas preferi estar errada nos teus braços.

Chegaste no meio da tempestade, como um anjo caído do céu, deste-me a mão, puxaste-me para cima, disseste para eu não ter medo, que tudo ia ficar bem. E eu acreditei! Estupidamente acreditei que tu eras o homem da minha vida e que eu ia ser feliz para sempre contigo. É óbvio que acreditei tu eras tão perfeito, o pior é que eras perfeito para todas!

Mais valia ter dado ouvidos a todos aqueles que me disseram para não me iludir contigo, a todos os que pediram para não me habituar à tua presença, que tu eras daqueles que quer todas, a todos os que me avisaram que eu ia sair magoada desta história, a todos os que pediram para me afastar de ti… Mas não dei! Tinha sido tão simples se eu os tivesse ouvido.

Agora estou aqui a perguntar-me como é que me deixei ir na tua maré? Como é que fui capaz de cair nessa velha cantiga, como é que me deixei ir sem olhar para o que já tinha passado… Como é que eu me deixei apaixonar, parecia eu que tinha uns quinze anos novamente!