Para todos os amores que falharam …


Morres de medo sempre que o teu mundo abana mais um pouco, tens medo de cair, tens medo de não ter ninguém lá para te ajudar a levantar. Tens medo do arrependimento, de saber que podias ter feito tanto mais.

Tens medo de falhar, de não ser suficiente, de te expressares, de te expores, de sofrer, de aceitares de alguém e seres magoada, de dizer adeus, de precisar tanto de alguém que até te cause dor, de te apaixonares, de ficar na dúvida, de falar sobre os teus pensamentos e sentimentos.

Agora sabes como é depender de alguém, não saber ao certo com o que contar, não saber de todo o que fazer.

Agora sabes como é ter a cabeça cheia de pensamentos vagos, de como isso deixa tanto a desejar. Agora sabes como é sentires-te vulnerável, o que é teres o teu amor e as tuas atitudes a serem questionadas a todo o minuto. Agora compreendes o verdadeiro significado de ficar sem opções.

Foges do compromisso o mais que consegues, foges de tudo aquilo que pode vir a levantar qualquer tipo de sentimento, alguns que só aí vens a descobrir ter. E quem te vê passar na rua, meu Deus, ninguém diz que sofres, que choras, que rezas para superar, que imploras por um milagre.

Não consegues confiar, fica tudo mais difícil  quando não é à tua maneira, quando te deixam no desespero, quando te dizem adeus, quando tudo é diferente, quando tudo muda, quando tudo não passam de memórias, quando a tua vida passa e vês que acabou, quando percebes que não deu, que não vai dar, quando vês quem amas a ser feliz com outro alguém, quando te deixam pedras no caminho na esperança que comeces a falhar, quando dependes do querer de alguém.

Quando não te cabe a ti decidir.

Preferes não demonstrar, descobriste que é o melhor para ti quando percebeste que amor não é brincadeira, quando percebeste que foste deixada por teres sentimentos, demasiados, disseram-te.

A culpa nunca foi tua e com todo o mal que te aconteceu, continuaste à espera de quem jamais ia voltar. Acreditaste num amor que já tinha falhado e lutaste por ele. A culpa não foi tua.