Os que mais amamos nunca nos abandonam…

Quando somos pequenos, na idade dos porquês, tudo é tão bom, somos felizes, alheios às coisas más que acontecem ao nosso redor. Mas um dia crescemos e embora tenhamos mais idade, sempre surgem dúvidas, perguntas para as quais não existem respostas concretas.

Então damos-nos conta de que tudo é muito mais fácil quando temos oito anos, do que quando chegamos aos dezoito.

Porque perdemos sempre os que mais amámos?

Porque só nos damos conta de como é grande o sentimento, quando a pessoa se vai para sempre?

Quando já não há volta a dar e não mais podemos partilhar momentos, sentimentos e emoções?

Quando em vão olhámos para o seu lugar vazio, na esperança inútil de a reencontrar? É nestes momentos, que dou conta de que o som do silencio é constrangedor, é como o veneno.

Porque só tomamos consciência do quão importante é essa pessoa, tarde de mais?

Um dia disseram-me “a tua avó agora é a estrela mais brilhante do céu, quando sentires a sua falta, procura-a, ela estará lá, algures”, eu encontro-a e vou questionando-a, mas as estrelas não falam e seria loucura ela responder-me.

Dizem que os que mais amamos, nunca nos abandonam, onde estão, zelam por nós, vivem dentro do nosso coração.

E então a morte é um mistério, como a existência de vida após, eu acredito e isso conforta-me, pensar que ainda a poderei abraçar mais uma vez.

PORLetícia Brito
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