Olhar o mundo… com fones!

Como é que se olha o mundo com música?

Os quadros que se apresentam ao nosso olhar ficam, subitamente, pintados por aguarelas diferentes, conforme as melodias que nos acompanham enquanto os observamos.

É diferente olhar o mundo com música. É diferente porque olhamos o que não ouvimos e ouvimos o que não olhamos.

É uma imagem bonita que se implanta no nosso cérebro, e depois, os fones – no volume máximo se formos de 8s e 80s.

Sentar num banco de jardim e usar fones é diferente de sentar num banco de jardim.

Ninguém é ninguém para afirmar se é melhor ou pior olhar o mundo com fones. Mas é diferente. E eu, que ninguém sou se quiserem, digo que é bonito. É bonito olhar o mundo com fones, tal como é bonito olhar o mundo sem fones.

Olhar a cidade com fones, omitir o som dos carros na estrada e quase ofuscar o brilho das luzes que a noite trouxe.

Olhar o mundo com fones, ou seja, com música, é enviar a nós mesmos um pedido para sonhar. Porque é mergulhar sem querer na imaginação. É ver o mundo com outros olhos. É ver (ainda mais!) poesia em nosso redor.

Se olhar o mundo por si só já é poesia, que se há-de dizer de olhar o mundo com música, quando a música é tantas vezes a mais perfeita expressão da poesia?

E olhamos o mundo. Podemos olhar o mundo. Com fones. Podemos olhar o mundo com poesia e sonhos. Afinal de contas, é no sonhar e na poesia que mais felizes podemos ser.

PORCátia Cardoso
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