Ódio, foi tudo o que restou!

Depois de tudo o que vivemos, tenho ódio de ti. Tenho ódio de tudo o que se relacione contigo.

Tenho ódio da tua idiotice, do teu rosto. Tenho ódio do teu sorriso tão lindo. Tenho ódio do jeito como me olhas. Não olhes para mim, pára! Não me tortures mais! Tenho ódio por saber que um dia pensaste em mim. Tenho ódio por saber que sabes que ainda penso em ti. Tenho ódio da mentira que fomos.

Tenho ódio do gosto do teu beijo. Dos teus lábios. Da tua pele. Tenho ódio do teu abraço forte e protetor. Tenho ódio do conto de fadas que foi a minha vida no pouco tempo que estivemos lado a lado. Tenho ódio de saber que um dia acordei ao lado do vilão.

Tenho ódio de cada momento feliz que vivi contigo. Tenho ódio dos nossos sonhos. Tenho ódio das esperanças que por muito tempo segurei nas mãos. Tenho ódio por saber que mais ninguém será tão especial na minha vida como foste tu.

Tenho ódio das tuas palavras violentas. Tenho ódio das tuas ameaças vazias. Tenho ódio das tuas promessas que pareciam sérias mas mal cumpridas e cada vez que penso que nelas acreditei, sinto-me a pessoa mais tonta à face da terra.

Tenho ódio de pensar que um dia fui tua. Tenho ódio por ainda estar aqui para ti. Tenho ódio das lembranças. Tenho ódio das fotografias e das nossas músicas.

Tu destruíste-me, foste embora a sorrir, enquanto me vias chorar como uma louca. Enoja-me pensar que te amei e tu brincaste. Enoja-me pensar nos momentos em que me tocaste e eu amei. Tenho ódio por ter-te dedicado tanto tempo, por ter-te amado com todas as minhas forças, por ter acreditado em ti.

Só de pensar que um dia te dei mais uma oportunidade, isso faz-me sofrer e repudio a minha própria vida. Só de pensar que um dia escrevi coisas bonitas sobre ti, sinto que perdi palavras e tempo para falar de alguém que nunca existiu.

O maior erro da minha vida não foi ter deixado que entrasses nela mas sim ter desculpado a primeira vez que me magoaste! Porém hoje eu sou capaz de sorrir, porque o teu fim está próximo e depois de toda a dor que me causaste não sairás imune desta “nossa” história.

Mas maior do que o ódio que sinto por ti, é aquele que sinto por mim, por ter levado isto até às últimas consequências, por ter tentado consertar algo sem conserto. Por ter amado sozinha. Por ter acreditado.

PORLetícia Brito
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