Obrigado!

Um dia, quando as tuas palavras se acabarem, quando a tua boca se fechar, quando os teus ouvidos estiverem bem abertos, quando a tua mente estiver disponível, irei falar-te o que me fizeste sentir. Não foi só num dia. Foi durante dias consecutivos. Foi incrível e horrível, ao mesmo tempo, e não me arrependo de nada.

Fizeste-me sentir coisas únicas, maravilhosas, mesmo que me tivesses magoado, eu não gostaria de voltar atrás e fazer as coisas de outra maneira. Ainda não sei o porquê de te encontrar, mas a partir do momento em que me ensinaste que sou substituível, que não valho nada, que nunca tive qualquer significado para ti, que sou completamente descartável, isso vale por qualquer razão pela qual o destino te colocou no meu caminho.

No entanto, fizeste aperceber de outras coisas que tornaram-me melhor: não devo correr atrás de alguém que não quer saber de mim, não devo perdoar só porque preciso da pessoa, não devo admitir que me digam tudo o que lhes apetece, não devo permitir que me tratem inferiormente às outras pessoas, não devo deixar que me magoem quando já o fizeram uma vez, não devo permitir os pensamentos negativos que me fizeste sentir invadir a minha mente – que por si só já não é sã -, não devo dar algo de mim que não tenho, que todas as cicatrizes um dia curam e que elas não me devem definir.

E, por isso, só tenho que te agradecer. Obrigado pelo que me ensinaste, pelo que me fizeste sentir, por todas as coisas boas e más que tivemos. O que tivemos não passou de uma ilusão, mas foi a melhor ilusão que já tive.

PORVanessa Tusto
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