O Viajante… (II)

Apesar de ter 5 anos mais do que eu ele entrou no meu jogo sem se aperceber, e convidou-me para o hotel onde estava… Como não resisto a aventuras disse que sim. Parecia estar num campo minado, 5º andar, elevador estragado, e muitos funcionários, inclusivé o dono que era amigo do meu pai… então já imaginam como tudo começou, esconde aqui, camuflagem ali, corre pra lá… e assim chegamos ao quarto 2202.

Música ambiente, mas não poderíamos fazer qualquer tipo de barulho para ninguém descobrir-me ali, muita conversa, troca de olhares, sorrisos, e aquele clima de romance de filme de Hollywood fez o ambiente perfeito para o que eu queria: ser a menininha inexperiente vivendo a sua primeira aventura de amor…

Ele fez um personagem romântico, devido a minha pouca idade talvez pensou que eu ainda era uma criança e que iria deixar-me seduzir por ele.. Ha Ha Ha! Coitado! Mal sabia ele que foi ele que entrou no meu jogo que só eu sabia como acabar aquilo, eu estava no controle, e ele obedecia-me sem saber, ele estava submisso, e eu torturava aquela mente masculina de uma maneira que ninguém imagina…

Vê também: O Viajante da Série "As Cartas da Isis"

Aquela falsa sensação de controlar-me era o que eu queria, e a minha carinha de anjo e olhar doce não podiam engana-lo de forma alguma! Mas lamento informar que o teu plano não funcionou…

Fiz-lhe uma massagem, beijei as costas dele, depois o pescoço, e impus que ele não se mexesse, com o argumento da timidez que eu tava apaguei a luz, meia-luz na verdade… ele ainda deitado de barriga para baixo sem camisa pus-me na igualdade, tirando a minha, deixei-o perceber isso mas não podia ver nem tocar, apenas sentir-me deitada em cima dele.

Sim, eu provoquei, beijei, arranhei, mordi, e ele arrepiou-se todo, no fim ele viu-me só de lingerie (a estratégica…) mas não pode fazer nada… Ele desejava-me sim, e só isso já me dava prazer, de saber que eu consegui o que queria: seduzir um homem mais velho, experiente. Foi então que eu vesti-me e fui embora como se nada fosse.

(As Cartas da Isis)

PORÁquila Fonseca
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