O último cigarro do maço que nunca chegaste a acabar…

“Fica mais um pouco” Foi a última frase que ouvi da tua boca. Foi a caminho de casa que tudo se perdeu. Foi a caminho de casa que percebi que ainda estavas aqui, mais presente que nunca.

Porque permaneces? Porque insistes em voltar ao mesmo lugar? Sentares-te no mesmo banco de jardim à espera que eu apareça novamente?

Fala-me de mim novamente, como se já não me conhecesse. Larga-me, solta-me, deixa-me partir como sempre o fiz.

Sim eu parti, fiz-te sofrer como quem f*de por prazer. Tanta capacidade para subir uns degraus e, pensar que já conquistaste as escadas, mas quando cais, vês o tão pouco que subiste e chamas de novo por mim, e no fundo vês que somente nada conquistaste a não ser uma queda.

Mas cai, cai de vez , e esta vez sem mim. Dá voltas e voltas, mas dá.

Larga esse álcool, que te passa pela garganta como forma de perdão, sinto-lhe o cheiro como quem se deita perante a escuridão.

Segue, vai, e diz-me não, por favor meu amor.

E se algum dia eu quiser voltar, lembra-te que fui o último cigarro do maço que nunca chegaste a acabar.
– O teu passado.