O TEU PSEUDO-AMOR!

Ainda gosto de ti. Não te amo. Se fosse amor estaríamos juntos. Se fosse amor nada nos separaria. Se fosse amor aguentávamos tudo um pelo outro. Mas não. Não foi assim. Por isso digo: ainda gosto de ti. Ainda assim, não quero que voltes. Não te quero de volta, nem tão pouco te quero dar hipóteses de voltares.

Quando foste embora levaste contigo uma parte de mim e deixaste uma parte de ti. A parte de ti que ficou foi a saudade. Sim, é verdade. Senti muitas saudades. Mas juntamente com a saudade ficaram as traições, os enganos, as lágrimas, as noites que fiquei sozinha sem uma única explicação.

Juntamente com a saudade ficaram os momentos que um dia considerei “os melhores da minha vida”. Que disparate. Os melhores? Não percebia, nessa altura, que esses “melhores” momentos não eram senão pequenas migalhas do tempo que disponibilizavas quando não tinhas mais nada que fazer.

Hoje foi o dia em que consegui fechar a porta à metade de ti que ficou comigo. Fechei-a para ti e para tudo o que tu representas. Finalmente percebi que a culpa não foi tão minha quanto eu pensava. A culpa foi tua. E minha, quando preferi valorizar a metade do carinho, a metade da atenção, a metade do teu pseudo-amor, ao invés de valorizar a minha autoestima e de valorizar quem me quis dar mais do que tu.

Por isso, guarda para ti as mensagens de arrependimento, ou melhor, de orgulho de macho rejeitado. Eu já não te quero amar. A mulher que deixaste despedaçada uniu os destroços da deceção e seguiu em frente. Pois é, meu amigo, eu aprendi contigo a valorizar-me. Ainda gosto de ti. Mas amar é mais forte que o simples gostar, e AMAR, eu SÓ ME QUERO AMAR A MIM.

PORBruna Ferreira
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