O teu casaco.

(…) Mal de mim se algum dia deixar de ter casacos com os quais me confundir.

Não julgues que escrevo sobre ti.

Simplesmente hoje o equilíbrio de tudo o que serve para garantir que te escrevo todas as noites foi desconcertado por um simples casaco. Chega a ser idiota como um casaco te marca a noite, ainda mais idiota é quando simplesmente o Banco que nós nunca usamos hoje foi usado por ti como garantia de um passado diferenciado entre bancos e casacos sem cor.

De qualquer forma, não julgues que escrever te torna especial, um dia perceberas o quando chega a ser triste tudo isto. As metáforas. As analogias. Os textos que não percebes. E por fim, os casacos.

Sim, todos os amores sentem necessidade de um casaco. É metaforicamente bom? Entende como sentires que atinge a plenitude da felicidade e devolve-me a ausência de tudo o resto que dizes sentir.

Eu deixei de sentir à algum tempo.

Parece algo profundo, na verdade , apenas agradeço à forma como um casaco me fez perceber o quanto a espera é algo dificilmente alcançável e tu não soubeste esperar.
Com pressa, Rafael.

PORRafael França
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