O tempo que não temos…

Qual é o sentido de sermos nós mesmos, se não nos damos ao luxo de partilhar? O tempo está a fazer com que as pessoas prefiram guardar tudo para elas, e se privem de criar laços mais fortes do que meros “olá”, “adeus” e olhares estranhos e resguardados. Mas será mesmo o tempo ou as próprias pessoas as culpadas deste factor? Esta é a pergunta que deveríamos fazer a nós mesmos. Somos a causa da existência das novas tecnologias, que aos poucos e poucos nos vão afastando daquilo que tornava possível conviver.

Eu mesma sou vítima desta evolução. Todo o bom tem um lado mau, ao qual não podemos escapar. Devíamos ser evoluídos o suficiente para conseguir controlar várias coisas na vida, o tempo que passamos com a cabeça enfiada nos gadgets é uma delas. No caso de pessoas como eu, essa situação é um pouco injusta, pois preciso do computador por vários motivos ao longo do dia. Mas ainda assim a situação mais triste, acontece quando duas pessoas decidem tomar uma café juntas e passam o tempo nos telefones. Lá está, o tempo. Voltamos ao ponto inicial da questão. Será que é mesmo assim que desejamos passar o nosso tempo? O dia tem 24 horas, o suficiente para conseguirmos fazer tudo o que queremos e o que nos faz bem: responder aos e-mails; dar uma olhada nas redes sociais e respectivos negócios; conviver; falar; partilhar; sorrir; chorar; recordar; observar; passear; etc. Viram como as coisas que nos fazem bem estão em maioria? Podia ter continuado a escrevê-las todas, tanto as actividades boas quanto as menos boas, mas ainda assim acredito que continuava a conseguir obter uma lista maior no que trata ao que deveria ser o melhor do nosso dia.

Quando vais tomar a iniciativa de rever as tuas prioridades? Estarás a dar prioridade ao que interessa? E que tal um dia “Digital Off”? Escolhe um dia da semana para te desligares de tudo o que seja digital e, se te agradar, regista tudo, filmando! Tira um dia para ler aquele livro que à muito colocaste à espera naquela prateleira; vai passear e regista a beleza que te rodeia; aproveita uma hora para não fazeres absolutamente nada; podes ainda aproveitar para pensares nas coisas que nos teus projectos estão, ou não, a resultar (quando voltares ao digital, pões tudo em acção, até lá controla-te. Este é um bom exercício precisamente para isso: aprende a controlar a tua ânsia em correr para o telemóvel ou computador!).

Então, vais aderir?

3, 2, 1… GO!


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