O Meu natal? Já foi Natal…

É uma sensação indestrutível. Recordo anos transatos acompanhada de memórias gélidas que superam o frio que faz lá fora.

Abro as minhas redes sociais, e abro a minha janela. Vejo em ambos dos “mundos” , mundo virtual e mundo real, factos e evidências.

Deparo-me com famílias unidas, que vivem à letra o verdadeiro espírito natalício. Vivem o verdadeiro significado do natal: a união. O meu Natal? já foi Natal. Já foi união, foi. Tinha a família toda á volta da mesa, eram conversas intermináveis, jogos coletivos e a mesa cheia, sempre com a referencia de uma lareira acesa que aquecia os corações das pessoas. Não vai assim há muito tempo, eu contava os dias que faltavam para o Natal, era a minha época favorita do ano, adorava estar com os meus primos e matar todas as saudades. Adorava a troca de prendas que era feita com a maior humildade do mundo. O famoso Pai Natal acertava em cheio no que eu queria, e por isso eu adorava-o. Os anos passaram. O tempo voou. Descobri que o Pai Natal era apenas uma forma de eu gostar ainda mais do Natal, pois ele nem existira.

Mas, não há problema o Pai Natal serem os meus pais, porque na verdade eu também os adoro. O verdadeiro problema foi que o excesso de alimentos não pôde disfarçar a carência de amor. O amor que engloba tudo. A troca de presentes é só algo material, uma pequena lembrança. Porque a maior troca do natal é a troca de amor, amor que é carinho, amizade e afeto. Agora são poucas pessoas á volta de uma mesa grandíssima. A comida sobra em demasia. A família criou divergências entre si, que se fazem sentir , principalmente numa época de união, como o Natal. Recordo como foram os meus Natais quando era criança e dava tudo para voltar. Mas é uma situação irreversível. Os anos passam e as coisas mudam. Lá terei eu que aceitar a mudança por mais dura que ela seja, infelizmente.