O meu mar iluminado

No intervalo da tua ofuscante luz, perdi-me. Perdi-me no sorriso, no olhar, olhar esse que emanava respeito, amizade carinho, atenção, um olhar tão quente e enternecedor.

Perdi-me nos momentos em que naquele teu movimento tão único e envolvente faz perceber o que sentes, que despes a alma e mostras realmente o que predomina no teu pensamento.

Nos segundos que passei a teu lado, naveguei, naveguei saboreando todas aquelas sensações nunca antes vividas por mim, saboreando algo que até hoje se torna imperceptível na minha mente e que me fazem arrepiar de tão intensas que são.

Naveguei entre esse teu mar de lágrimas e sorrisos, nessa tua maneira de fazeres o tempo parar quando me encostava ao teu peito, e de olhos fechados imaginava-me com os pés num mar frio, sem cronometrar momentos ou a vida, sem olhar ao que me incomodava, sem olhar ao mundo exterior, apenas eu, ali naquele momento…

Momentos esses que me faziam agarrar a vida e não tão efémeros como poderiam parecer.
Aprendi a querer-te, ousei-me e entreguei-me a partilhar todos os meus momentos contigo. Sequências perfeitas, de um turbilhar de emoções e sensações.

E assim foi o que aconteceu, no intervalo da tua ofuscante luz, fiz milhões de coisas sem te aperceberes.

Coisas essas guardadas em memórias que nunca serão esquecidas. Memórias essas guardadas num imaginário de possibilidades.

Quero uma sequência, sempre um capítulo novo, nunca um final. Mas caso haja que seja com um infortúnio natural. Até lá, todos os sabores, emoções, sensações que sejam vividas com a mesma intensidade da primeira vez, por mais efémeros que que sejam.

Assim te descrevo com uma luz que tu nem imaginas ou sonhas sequer ter.

PORPedro Monteiro
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