O melhor está para vir!

Ela acordou em sobressalto…que sonho era aquele que a fazia acordar agitada? Sim sonho, nada de pesadelo, pois foi lindo. Não tão linda era a parte em que ele existia, e atormentava os pensamentos dela durante todo o dia.

Ao contrário daquele sonho, a vida dela era um caos causado por ele…o rapaz do sonho. Mas naquela noite, a sua mente foi invadida por uma relação com momentos de pura felicidade. Visto de outra perspectiva, o pesadelo era a sua vida na realidade. Ela estava mal e o desejo por alegria estava a fazê-la ficar maluca. Não pelo facto de desejar alegria, mas sim por desejar alegria…com ele. Estava mais do que comprovado que ele não ía voltar. Foi embora cheio de promessas de regresso e amor, na esperança talvez de a fazer sentir melhor, mas deixou para trás somente uma pessoa esperançosa, infeliz e dependente…por causa dele. Ás vezes precisamos entender que mais vale deixar ir de vez, do que prometer aquilo que não se pode cumprir e ao fim de dois anos ausente, penso que seja mais do que perceptível que ele não tinha intenções de regressar. Foi uma atitude ingrata e egoísta da parte dele, impedi-la de ser feliz…sem ele.

Sacudiu o cabelo desgrenhado pela noite intensa, passou aos mãos pelo rosto e ganhou coragem para se levantar da cama. O passo lento demonstrava a pouca vontade que tinha de encarar mais um dia melancólico. O telefone tocou, mas o cérebro demorou a aperceber-se disso. “Sim…” Atendeu ela. “Estava a ver que não atendias o telefone pela milésima vez.” Respondeu a voz do outro lado. “Quem fala?” Perguntou. “João, ficámos de combinar algo para nos vermos esta semana, mas nunca mais disseste nada. Está tudo bem?

Ela hesitou em responder. Estava cansada de se sentir miserável e inútil, mas pensava que ao ser sincera iria dar ênfase ao que sentia. “Está tudo bem sim.” Mentiu. “Vou buscar-te em dez minutos. Prepara-te.” Perplexa ficou com o telefone ainda no ouvido. Uma atitude deveras rápida de mais para o seu estado de espírito no momento. Dez minutos depois a campainha tocou, faltava anda calçar os ténis. Segundos depois ouviu-se um *knok knok* na sua porta. Abriu. “Veste algo que gostes e te sintas bem, eu sei que não gostas disso.” Disse ele entrando sem precisar de convite. Ela não respondeu, limitou-se a aceitar o comentário e concordar. Quando entrou no quarto já ele tinha colocado um conjunto em cima da cama para ela. Olhou para ambos, ele e o conjunto que havia escolhido. Um pequeno sorriso quis surgiu no rosto, mas com pouco sucesso. “Vá veste! Eu espero por ti na sala.

Entrou na sala, pegou na mala e começou a colocar tudo o que precisava lá para dentro. “Vês?” Perguntou ele. “O quê?” Questionou ela, olhando para todos os lados. “Até os teus movimentos mudaram.” Ela limitou-se a revirar os olhos e continuar a preparar a mala. “Estou a falar a sério. Tens de voltar a sentir-te bem e ti mesma. Não podes continuar a permitir que tu te destruas aos poucos.” Afirmou ele, caminhando na direcção dela, que mudava a sua expressão para outra mais confiante. “Não precisas de ser drástica, pequenas atitudes aos poucos vão fazer a diferença a longo prazo.” Embora sem proferir qualquer palavra ela parecia concordar, mas para ficarmos propriamente convencidos sobre algo, terá de vir do nosso interior, mais ninguém. “Vamos beber café e passear!” Disse ele pegando na mão dela. “E anima-te, porque o melhor ainda está para vir…” Continuou ele.

Bj,SA.


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