O homem que me fizeste ser…

Não vale a pena perguntares porque te amo, se até eu mesmo não consigo responder. Amo-te e ponto final, e isso chega-me para encarar a vida de uma outra forma. Talvez sejas o que sempre esperei, ou melhor dizendo… o que sempre sonhei e pensava não existir – porque pessoas como tu não existem, não se encontram nas ruas nem no cruzar de olhares.

Duvidei, confesso-te que tantas vezes duvidei desse meu sonhar mas… há dias em que o sonho pode tornar-se real, e a verdade é que se tornou. De um momento para o outro, irrompeste pelo meu destino, entraste pela porta entreaberta do meu coração e fizeste-me amar-te, sem qualquer forma de defesa…

Logo eu, eu que durante tanto tempo calei o amor e menti a mim mesmo não precisar de ninguém para ser feliz.

Amo-te, mas amar-te foi a forma que encontrei de ser eu mesmo, sem barreiras e sem aquele medo de falhar – porque, mesmo sem tu quereres, sempre me ofereceste a segurança para poder arriscar. Nem sempre nós (homens) levamos uma relação baseada no sexo ou em outros interesses “menos apropriados” – também somos feitos de sentimentos e isso, isso faz com que se procure alguém que nos faça acreditar num futuro: a dois.

Confesso-te que nem sempre fui essa pessoa certa que agora conheces, este ser que ama e que vive o amor em todas as formas – desde o café da manhã até ao pormenor de te tapar durante à noite. Agora sei o que é amar e tantas, mas tantas, vezes duvidei que poderia sentir amor neste meu coração. Falho! Admito que falho como qualquer humano, como qualquer errante que arrisca, que cai, que erra nos caminhos e que procura sempre ser melhor – que procura sempre colocar-te um sorriso no rosto.

Acho que existe um momento certo, existe sempre a “pessoa certa” e é isso que faz um amor durar. Por isso é que não vale a pena insistir num amor que terminou, não vale a pena lutares por alguém que não te esperou, que te trocou, que te esqueceu. Se essa pessoa não te amou, seria depois que te ia amar?

Muitas foram as dúvidas e poucas as certezas que tinha sobre o amor – apenas escrevia sobre ele e ficava sempre a faltar algo… ficava sempre a faltar a verdade daquelas letras, a vivência daquelas frases, o saber daquelas linhas. Ser homem também não é fácil, querer controlar as reações e não agir de forma dita “anti-natural” – porque sempre aprendemos que um homem não chora.

Mas se queres que te diga… eu choro, eu rio, eu arrepio-me, eu sou lamechas, e isso faz de mim menos homem? Eu penso que faz de mim ainda mais homem, porque amo sem medos, porque invisto tudo o que tenho e não traio, sim… eu posso orgulhar-me de nunca ter traído mas, sobretudo, de nunca me ter traído a mim, nem aos meus ideais.

Ser homem também é saber amar, e não apenas pensar por instinto, querer uma noite de aventuras e acordar na manha seguinte livre e desimpedido. Ser homem, um homem de valor, também passa por sermos de quem nos ama, de nos darmos, de nos mostrarmos tal e qual como somos, tal e qual como pensamos sem proteções, sem armaduras que nos impeçam de revelar sentimentos.

Foi isso que me mostraste, foi assim que me ensinaste a ser, de uma forma tão tua, de uma forma tão nossa, e isso alterou tudo, e isso mudou tudo, e foi a teu lado que aprendi a ficar – não cinco minutos, mas sim… uma vida toda.

Amo-te.


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