O dia que conheci Anne Frank!

Dizia minha professora que para conhecer uma pessoa, é preciso se sentar e tomar um café. Me perdoe, mas não concordo com a senhora. Eis uma pessoa apaixonada por história. Corri atrás do livro que todos julgavam ser maravilhoso “O diário de Anne Frank”.

É algo real, simplesmente um diário publicado sobre uma família de judeus mortos no holocausto. O jeito que Anne descrevia sua vida antes de se esconder para não ser descoberta é algo que no final do livro irá reelembrar e cortar seu coração. Ela fala como se fosse sua melhor amiga, sua companheira, alguém que dentro de um anexo secreto só queria sair por uma tarde e ser livre. Você vive emoções de tempos atrás e percebe que não são apenas os objetos que desvalorizam.

Ela fala de seu primeiro beijo como algo tão doce, suave, do toque, de um abraço, de ter outra pessoa compartilhando daquela sensação que é amor, de forma pura, de companheirismo, de poder se sentar com as mãos dadas … São coisas que ela deu tanto valor e hoje em dia já não marca mais tanto assim. São brigas, críticas, fome, miséria, perseguição, amor, coragem, medo, tolerância … Um turbilhão de pensamentos e sentimentos, uma sabedoria tão pura de uma menina de 12/15 anos.

Posso dizer que jamais serei a mesma pessoa depois desse livro, pois sei que os sentimentos impulsionam coragem e não fragilidade como muitos pensam. Professora, chorei, senti o amor, senti a injustiça, concordei com os pensamentos, passei horas e tardes me aprofundando em uma vida. Ainda não conheço ela?

PORA. Raquel
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