O dia em Lisboa…

Primavera em Lisboa. Fazia calor lá. Ela tinha uma conexão no aeroporto, que acabou atrasando, fazendo com que perdesse o avião para o Rio de Janeiro. Ele morava na cidade. Os dois haviam se conhecido em um dia em que ele fora para o Brasil, casualmente. A companhia aérea enviou os passageiros da conexão para um hotel próximo ao aeroporto. Era sábado, passava das 23h. A garota, ansiosa por voltar para casa depois de uma viagem longa, não se conforma em ficar presa em um hotel em Lisboa. Surge então uma ideia, um contato esquecido na agenda do celular e um pouco de sorte.

Ele a busca no hotel. Leva-a para conhecer a cidade que é considerada uma das mais lindas do mundo. O primeiro destino é o Bairro Alto, um lugar lindo, badalado, cheio de gente pelas ruas, uma vibe maravilhosa. Incrível. Eles param em alguns bares para beber algumas cervejas. Um moço passeia pelas ruas, vendendo flores. Quando vê a garota, com seus olhos cor de mel, brilhando admirados com o lugar, oferece uma rosa vermelha de presente. Ela sorri.

Um pouco de haxixe, tabaco, cigarros e muitas risadas. Caminham até a Praça Luís de Camões. Lá de cima dá para ver o Rio Tejo, que mais parece o mar, além de muitas construções históricas maravilhosas. Sentam-se ali para fumar o haxixe e beber o último copo de cerveja. Surge então uma ideia: Vamos para alguma balada? A madrugada já dominara o céu, estrelas brilhavam, tornando a noite perfeita.

Próxima parada são as Docas. Um porto onde haviam vários navios ancorados. A balada é na beira do rio, onde a vista é incrível. Não há muitos adjetivos para traduzir o lugar. Já eram 3h da madrugada e a vibe se estendia. Quem diria que perder um voo podia ser tão divertido? Saíram de lá um pouco antes do amanhecer. Ele a leva para comer o verdadeiro croissant europeu, com muito chocolate.

Então vão até o Parque das Nações. Ver o sol nascer atrás da Ponte Vasco da Gama parece um sonho. O céu se torna um mesclado de azul, amarelo, vermelho e rosa. O sol começa a subir devagar e o tempo pára ali mesmo. Ela não sabia muito bem se era o efeito da cerveja, do haxixe ou do nascer do sol, mas se sentia em outro mundo. Hora de voltar ao hotel, hora de acordar para a realidade. Não vai, fica mais um pouco. Fica aqui comigo e volta só na semana que vem…

Uma noite de princesa, apenas uma noite. Para acordar no dia seguinte e esquecer que aquilo fora real. Para voltar ao Rio de Janeiro com gostinho de quero mais. Será que na Europa todos vivem em um sonho? Será que a vida é um sonho? Ela não tem a resposta para essa pergunta, mas segue sonhando como se cada dia fosse o último.


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