O Arco-íris que você é!

Ela estava lá, parada, indiferente ao mundo a sua volta. Mas por dentro com um sentimento amplamente ambíguo da necessidade de ser possuída pela paixão, pelo toque, pela submissão e o desejo de ser ordenada. Ela gosta de ordenar, ela gosta de comandar, mas ali, naquele momento, naquela hora, eu que estava no comando e iria fazê-la implorar por mais e mais prazer, enquanto a fazia entrar êxtase intenso com todos os atributos de seu corpo .

Que boca, que seios, que corpo delicioso – era tudo que eu conseguia pensar. Em passar minhas mãos e minha língua por todo e cada centímetro do seu corpo, fazendo-a  arrepiar e a ficar com cada vez mais vontade de me sentir cada vez mais próximo ao calor da sua paixão gritante e incrivelmente excitante.A sua premência em ser possuída me levou por todo o seu corpo delicado e ao mesmo tempo bruto, demonstrando a vontade do ser, a ânsia pelo prazer.  E eu ia.Ia com vontade.

Você era o arco-íris e eu  a chuva, enquanto eu não chegasse você não se mostrava, a essência do seu ser, o seu verdadeiro eu. Nós nos formamos um naquele momento, você se encaixou em mim de uma maneira tão estranhamente boa que eu jamais havia sentido, e na hora, eu pude jurar que eu e você éramos completos.

Na sua sensualidade você me ganhou, e a sua sede pelo prazer me fez ir além. Arranquei sua camisa, seu sutiã, e com a minha língua fiz questão de visitar todos os continentes do mundo em seu corpo, situando-me onde mais era gostoso, onde mais você gemia – e gemia gostoso. E eu fiquei, persisti, até ouvir seu melhor gemido: o de satisfação. O que não era.

Eu estava errado. Você queria mais, e eu te dei mais. Te coloquei contra a parede e fiz o que era pressuposto a fazer. E você gemia, gemia alto, e eu gostava cada vez mais e me perguntando: “-Qual era o limite do seu prazer?”. Não havia limites, não havia tempo, não havia cobrança. Era eu e você até não conseguirmos mais nos levantar. Era eu e você até o sol clarear e você se esvair pelas nuvens, sendo o arco-íris que é, e eu, a chuva que passou…