O amor é um negócio!

Olá,

Olá e já me faltam as palavras. Olá, sou a Ana.

Atenciosamente procuro o pormenor e a vontade de te expressar a verdade que jamais será dita entre os meus olhos e os teus, entre o teu respirar quente e a vergonha que me iria percorrer até ao toque de um suave hipotético beijo.

Ao nosso redor estariam pessoas, pessoas a rir e a contar as histórias do fim-de-semana passado. O empregado estaria a vir na minha direção a perguntar se queríamos mais vinho, mas eu parei-os no tempo e só havia nós e o momento. Ao nosso lado um casal (ou então não), ambos apaixonados, ambos a querer tudo e, ambos apenas, a terem uma “reunião de negócios”.

Sim, o amor é um negócio, do tudo ou nada, que cresce aos poucos mas que se degenera de forma abrupta, incapaz de se reconstruir e, quem pensa que o faz é tolo, tolo porque não sabe que o amor só existe uma vez e só existe de verdade, o resto não é amor. É imitação barata.

E tudo o que quero é um pouco de atenção, que desligues o telemóvel e me digas que abdicarias de tudo, de toda a serenidade e solidão, de todo o bem-estar e de toda a tristeza. E tudo o que eu quero é que entendas que as palavras que escrevo deixaram de ser em vão, porque as estás a ler.

E, na verdade, tudo o que quero é que deixemos de ser o casal (ou então não) a ter uma “reunião de negócios”. Contrata-me e põe-me de forma afetiva, ama-me e põe de lado a mentira.

Olá, Eu sou a Ana e quero que digas à tua mulher (no papel) que tens um negócio e conta-lhe o que na verdade ela sabe.

O amor é um negócio.

PORMariana F.
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