Nuvens Negras…

Hoje dei por mim a pensar em nuvens negras. Sim, em nuvens negras; e em como elas parecem tão pequeninas quando já não estão em cima da nossa cabeça. Parecem monstruosas quando estão ali, paradas, e nos encaram e ameaçam não ir embora tão cedo.

Até aqui vai-se aguentando: o pior é quando chove. Sim, é uma nuvem por isso, mais cedo ou mais tarde, acaba por chover; na verdade, acaba por chover mesmo muito – primeiro furiosamente, depois com a intensidade e ritmo necessário para saberes que veio para ficar e por fim, quando menos esperares, vai cair tão calmamente que nem vai parecer chuva. E então, quando parar, vais olhar para cima e vais vê-la no mesmo sítio: a olhar para ti. Não fiques zangado, ela está só a certificarse de que estás, finalmente, preparado para ver a luz do sol.

Vai esperar que deixes de olhar para a chuva que caiu – e que fez os seus estragos – e que mudes de cara – não vais querer receber o sol com a mesma cara com que encaraste a nuvem negra, pois não? Bem me parecia. Depois do sol entrar…bem, depois dele entrar a nuvem gigante vai parecer minúscula; na verdade, vais ter a ligeira sensação de que nem sequer existiu – talvez tenha sido só um pesadelo. Mas, bem lá no fundo, sabes que a qualquer momento ela pode voltar. Ela vai voltar: só depois de aproveitares o sol.


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