Numa conversa fiada…

Andamos sempre ás turras
Mas isso não quer dizer nada!
Poucas vezes admito
Mas eu estou apaixonada…

Nada disto é fachada
E ai de quem ouse dizê-lo.
Pois no meio da madrugada
Só me apetece viver-te, ter-te,
Bem junto a mim,
Sem pensar que isto possa vir a ter um fim.
Porque de facto contigo fico controlada.
Por ti eu não me importo de fazer de novo a estrada
Essa, que já eu sei quase de cor,
Como os pêlos da tua barba
Que os sei ao pormenor.

Com muita ou pouca luz,
Numa conversa fiada,
Com sussurros e suspiros,
Assentes na almofada,
Com exercícios audazes,
Manobra bem elaborada,
Com tudo ou sem nada…
Grita ao mundo se quiseres
Que sou tua namorada.
Nós não temos um castelo,
Mas deixaste-me encantada!

São coisas boas e coisas más
Tudo faz parte de nós.
Mas o que hoje me anima é o som da tua voz.
Mesmo havendo frases reticentes,
Havendo incidentes,
Sempre desprezando antecedentes,
Pensamos só no futuro…
Pois o que importa agora
É a nossa felicidade,
Uma prisão escolhida
Em plena liberdade!
Um controlo constante sem controlo nenhum,
És o que importas, não só mais um.
Esquece a idade
Ou toda a falsidade que nos rodeia,
Liga ao que a mente planeia e anseia.

É que um dia sem ti,
Já me faz sentir vazia,
É algo que se vai e eu nem sabia.
Pensei que o peito assim já não se abria,
Mas sem ti é como se nem contasse o dia.
E quanto de via, curtia
E tu sabes.
Agora digo que amo
Sem entraves.

Passou de um ”oi” para um olhar promissor.
Passou de um ”então estás boa?”
Para um ”não me deixes por favor.”
E se digo que sinto,
É porque sinto de verdade.
Era muito profundo
Pra ficarmos só na amizade.

PORMarta, Alentejo
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