Nas margens do meu coração!

Nas margens do meu coração vagueiam minhas lembranças,

Um tempo de pura paixão,

Um tempo de eternas esperanças.

Ontem tudo era puro, lindo e verdadeiro

E hoje escrevo com a tristeza

E com a solidão vagueio.

Sozinha estou com a vida,

Uma vida sem razão,

Sou uma presença perdida por entre a multidão.

Aquilo que tive outrora

Para longe foi de mim

E o que sou agora senão uma dor sem fim.

Minha estrada foi mudando

Com o nascer dos dias,

Meus caminhos são um pranto das lágrimas por mim perdidas.

Já não sei como escrevo,

Como digo o que sinto,

Talvez seja com medo que me acho e não minto.

Nas margens do meu coração trago a dor acorrentada

Uma dor que me consome

Porque nunca fui amada!

PORJoana Brito
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