Não te devo nada!

Não te devo satisfações daquilo que faço, nem daquilo que quero, muito menos daquilo que sou.

Eu posso ser um zé-ninguém, uma alma miserável no meio de tantas outras, posso ser um obstáculo para alguns, um atraso para outros. Mas só o sou porque quero.

Não te tenho que informar de todas as minhas ideias, de todos os meus sonhos e muito menos de todos os meus medos. Descobre-os, mas não os uses contra mim, não me rebaixes com algo que eu sei que me deita abaixo, não me deixes cair de onde sabes que é difícil se erguer.

Não te devo nada, nem um perdão. Nem um obrigado, nem nada. Não te devo uma palavra, um suspiro ou um sopro, não te devo favores nem os podia cumprir se os devesse, não é do meu ser ajudar quem me quer ver em baixo.

Não te devo nada, nem um pouco de mim, tal com o tanto que te devo te faço, não te faço nada. Não te incomodo, aliás eu nem sei quem tu és. Só sei que me magoas.

Deixa-me ser feliz! Deixa-me gostar de quem gosto! Deixa-me sonhar e tentar ser o que sempre quis. Deixa-me realizar, idealizar, falar e sorrir.
Não me julgues porque eu não te julgo. Deixa-me voar, deixa-me ser feliz.