Não sei onde estás, mas procurei-te …

Afogaste-me num mar de certezas para depois me deixares cheia de dúvidas, atrofiando cada pedacinho do meu corpo deixando-o vitima e inconsciente de um acto teu, a minha boca não sabe pronunciar mais nenhum nome para além do teu, a minha cabeça não sabe mais tele-transportar o meu corpo para outra parte do mundo, senão para o pé de ti.

Não sei onde estás, mas procurei-te, deixei enumeras mensagens dirigidas a ti mesmo sem a tua resposta.

Um tiro no escuro. Onde andas tu? Que não és capaz, de explicar porque saíste brutalmente da minha vida que pintada de cor-de-rosa ficou com a tua simples presença que me enriqueceu como pessoa e me fortificou como mulher. Todos os dias, penso em ti e no vazio incontrolável que a tua ausência causou e embora não estejamos juntos, acho que as nossas almas, se encontram em sonhos as escondidas de todos.

Foram promessas e juras, eu devia de te odiar mas ainda tenho saudades tuas.

Cativaste-me aos pouquinhos, atrofiando mais uma vez a maneira como os meus olhos se direccionavam a ti. Deixaram de te ver como um simples amigo e passaram a olhar-te como se fosses uma das 7 maravilhas do mundo, aliás uma parte do meu mundo.

Refugio, amor, confiança, segurança, tempo, desilusão, foi parte do que me deste da tua presença.

Refugio, foi o que me ofereces-te todos os dias ao final do dia depois de um dia mau.
Amor, foi o que disseste que sentias por mim e que irias sentir para o resto das nossas vidas.

Confiança, foi o que me fizeste sentir por ti, alguém em quem podia confiar cegamente.
Segurança, foi o que me fizeste sentir, todos os dias ao saber que no final do dia estarias a ligar-me para perguntar como estaria.

Tempo foi o que disseste que terias, esperando por mim, e desilusão é o que eu estou a sentir por ter confiado em ti e me teres deixado aqui, sem justificações e ter acreditado, que sim, que irias esperar por mim.

Começo acreditar que mergulho em pessoas rasas e em promessas vazias.

Não descartei a possibilidade de talvez ter culpa neste silêncio monótono que tornou-se a ” relação ” que tínhamos, sei que devia ter-te dito o que sentia por ti, em vez de me ter deixado intimidar e invadir por um pequeno medo devido a distância que nos separava a dada altura assim como todas as dúvidas que foram surgindo.

Hoje sei que esses insignificantes km’s que nos separavam eram os mesmos que nos voltava a unir, a distância que te levava de mim, era a mesma que te trazia de volta até mim cada vez que o meu corpo me consumi-se de saudades tuas, aliás a distância não significa nada, porque tu significas tudo.

Talvez seja tarde demais para mim, talvez não seja mais eu a sortuda com que vai ficar contigo e partilhar uma vida conjugal. Deveria ter-te dito tudo enquanto podia, porém aprendi que o amor só é amor quando é partilhado de igual forma e pela primeira vez estava pronta para dar tudo de mim a ti e receber tudo de ti. Contudo, mesmo tu sem saberes o que eu sentia a nossa cumplicidade, a maneira como o silêncio se sobrepunha as nossas vozes, era inegável.

Era amor.

Não dava como não notar, todos a nossa volta notavam, menos eu.

Não sei se alguma vez voltarás a ligar-me e até mesmo mandar-me mensagens de boa noite como era habito teu, não sei se alguma vez saberei porque foste embora, sem me dizer o porquê, se alguma vez sentiste o que me mostravas, se alguma vez te voltarei a ver e abraçar-te como deveria ter feito, embora não saiba responder a essas questões, eu sei que gostei verdadeiramente de ti, da pessoa que eras ou pensei que fosses, pois não consigo achar resposta para a tua indiferença mas novamente, sei ,que se encontra-se um bilhete teu na próxima esquina a dizer para te encontrar, era isso que eu faria, sem pestanejar, eu te procuraria, encontraria e não te deixaria, mesmo após me teres deixado sem uma carta de despedida.

Porque desde o dia em que tu me entornas-te um copo de sumo, que eu não consigo tirar-te de mim e deixar de desejar que seja destino, como nós os dois sempre frisamos.

Saudades,  de alguém pela qual, estava completamente apaixonada e faria qualquer coisa, era tudo que deveria te ter dito mas não disse enquanto podia ” amo a tua alma, e não a tua aparência. ” (…)