Não sei como mas perdi-te…

Perdi-te. Não sei como mas perdi-te. Assim que te viste com um futuro planeado, com uma relação que tinha tudo para dar certo, tu fugiste. Fugiste de mim, de ti, de nós. Abandonaste-me. Nem sequer pensaste duas vezes. Apenas foste-te embora.

Foi mais fácil para ti dizer que te sentias preso e que precisavas de retomar a tua liberdade, a ter o teu espaço. E eu? Com o coração em mil bocados, insisti que ficasses. Mas tu com essa tua brutalidade impediste-me de permanecer ao teu lado.

Não tentava permanecer na relação, apenas na tua vida, em ti mas, como era de esperar, tu não percebeste. Continuaste a fugir. Agora percebo que ao mesmo tempo que fugias, eu tinha a certeza que foste a pessoa que mais amei, a que mais protegi e por quem eu mais lutei. Aliás, a única pessoa  que eu amei.

E agora? Deixei de insistir. Percebi que era apenas uma flor de um gigantesco jardim. Deixei-te ir. Não porque te deixei de amar, mas por saber que, facilmente, irás encontrar outra flor desse jardim.

Alguém que te ame e que te respeite como és. Outra que tome conta de ti. Deixei-te ir, também, porque sei que já não sentes a minha falta, saudades da minha companhia, da nossa troca de mimos, da nossa cumplicidade. Hoje sou eu sem ti.

Sou eu com amor para te dar e tu sem o quereres receber. O que tu não sabes é que nunca ninguém te irá amar como eu te amei e como eu ainda te continuo a amar, nunca ninguém te irá proteger e cuidar de ti como eu o fiz e nunca ninguém correrá o mundo como eu faria. Nunca encontrarás uma flor com o mesmo perfume.


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