É mas não quero que seja!

Quando os teus braços contornam o meu corpo, é tamanha a alegria que sinto os meu olhos brilharem fortemente. Quando sorris para mim ou por causa de mim, sinto-me capaz de parar o mundo por um minuto. Quando concentras o teu olhar no meu, sinto que os meus olhos falam e revelam que te amam.

Mas, shiu!, é segredo. Ainda nem eu sei. Por vezes, há segredos que nunca devem deixar de o ser, há revelações que nunca devem ser feitas, mesmo aquelas que se fariam de nós para nós mesmos. Já sei o que sinto, já sinto o que sei, se o admitir para mim própria sei que vou sentir ainda mais e, obrigada, não quero, não posso. Há tanta coisa para se fazer neste mundo, não hei de eu apaixonar-me e privar-me de tudo. Não hei de eu morrer de desilusão por saber que não me amarás nunca. Não hei de eu sofrer quando a vida é tão curta e eu tenho tanto que quero fazer. Mas quando sinto a tua pele, morro por dentro. Arrepio-me a cada toque teu no meu corpo. Transbordo de emoções quando me beijas a face ou a testa. Tenho vontade de parar o tempo quando me dás a tua mão e sinto tanto que poderíamos ser um casal. Temos a cumplicidade de um casal, temos a amizade base, e eu tenho o amor, para dar e para vender, e ainda vem com uma dose redobrada de paciência para o teu mau feitio. Contudo, não posso amar pelos dois, nem tampouco posso obrigar-te a sentir o que queria que sentisses por mim. Não acredito em Deus, mas rezo para que não me esteja a apaixonar por ti, embora creia já estar (bastante) apaixonada.

Gosto de arruinar relações. Mais cedo ou mais tarde, farei isso com a nossa amizade. Ou porque falarei de mais, ou porque me afastarei para que o sofrimento se começasse a atenuar. Começa a doer estar perto de ti, a tua presença começa a endoidecer-me de uma forma inexplicável. São sensações completamente inéditas as que provocas em mim, e eu até pensava que já tinha amado antes. Se calhar, não.


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