Não é que eu não te ame…

Não que eu seja ruim, nunca fui uma pessoa do mal. É estranha essa concepção de magoar, ou não, alguém. Afinal, só não magoaremos ninguém no dia em que não nos importarmos com nós mesmos.

Quem tem amor próprio quer liberdade. A pergunta aqui é: até que ponte se pode abrir a mente?

A conclusão que eu cheguei depois de tantas histórias de amor, que eu ouvi e vivi, é que chega um ponto onde a gente não sabe mais se doar por completo. É que tiraram da gente aquela ideia de amor eterno, como se tudo fosse lindo. A realidade não é assim. As pessoas são egoístas, mas não é por mal, é só porque o amor a si mesmo está acima disso.

Depois de tudo isso eu entendi que pessoas não machucam porque elas querem ver alguém sofrer. Elas machucam porque estão inseguras consigo mesmas, e não sabem que rumo tomar. Elas deixam as coisas acontecerem, até reencontrarem a sua vida outra vez e seguir em frente sozinhas. E vou contar aqui um segredo: pelo menos umas 20 vezes eu me perguntei o por quê disso.

Lembro do meu primeiro amor. De como eu sonhava em estar com uma pessoa, independente de tudo. Lembro também de como eu chorei por meses até superá-lo. Depois disso, lembro do meu segundo amor, terceiro, quarto… Lembro que tive tantos amores, de como cada um deles levou um pedacinho de mim e deixou um pedacinho de si. Lembro também que eu fui o amor de muitos. E cada história deixa uma marca. Alguns se foram, outros voltaram, outros ainda se tornaram amigos queridos.

O fato é que, se acabou não significa que não era amor. Talvez só signifique que abrimos espaço para amar um pouco mais. Afinal, amor é tão bom, não é? Por que restringir ele? Por que não compartilhar isso com o mundo todo?

A concepção de amor que eu tenho hoje é que, cada forma de amor me faz evoluir um pouco mais. E a verdade é que tudo isso se resumi em apenas sentimentos. Não que sentimentos sejam fúteis, mas a maior parte da dor deles está em nossa mente. Em não ter mais aquela pessoa, em não poder sentir mais aquele abraço, em não ouvir mais aquela voz. Se tirarmos essa abstinência de drama que nosso psicológico necessita, o que sobra?

Temos que entender que pessoas não pertencem às pessoas. Eu te amo, mas a minha concepção de amor é diferente…


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