Não pares de acreditar…

(Apenas deixa ir. Deixa ir quem um dia te fez mal, quem um dia te fechou a boca, te fechou o coração.
Quem um dia te matou em pedaços, e te deixou derreado – junto de lágrimas sangrentas, no chão.
Eles ganharam, mas apenas ganharam. Tu continuas sem palavras, mas com sonhos.
E, não pares de acreditar. Junta as tuas lágrimas às minhas, e beija-me eternamente.
Deixa a escuridão apoderar-se do teu redor, e vence-a com a tua esperança).

Entrega-te a mim, entrega-te a mim! Juntos sibilaremos as nossas juras de amor,
Os olhares trocados ao luar – como naquela noite em que me tornei completamente teu.
Até mesmo as palavras despidas, despojadas de complexos, ao retinir dos nossos batimentos!
Eu estou aqui para ti, para te proteger da solidão, de todos os outros. Do silêncio.
E dar-te-ei aquilo que poucos têm: amor sincero, amor verdadeiro, amor maior.
Agarra a mim, dançaremos ao som dos nossos bombeios. Dos nossos toques. Teus e meus.
E todo o sofrimento que outrora vivemos: nasceu, renasceu, em sentimento!
(És a minha perdição, a imensidão do meu coração, que antes era vazio…)

(Por isso, não pares de acreditar, perde-me comigo na loucura do sentir,
E juntos mergulharemos na profundidade dos nossos âmagos.)