Não haverá mais ninguém assim

Já passou um tempo, um tempo onde ele demorou a levar a aceitação do rompimento de relações com ela até voltarem ao início, onde eram simples desconhecidos. Foi aí que finalmente se sentiu livre que nem um passarinho, longe de tudo: das recordações onde iam levar só a ela, as noites mal dormidas do que foram a insensatez de desespero por carência de amor, as maldições deitadas no Universo, arrependimentos que o tempo não trará.

As suas memórias atraiçoam ao lembrar inesperadamente dos beijos, dos amassos, do s3x*, a eternidade disfarçada de horas de horas quando estavam juntos até mais não. Sabia, que no fundo mas bem lá profundo, não havia futuro naquilo.

Não havia muito para acontecer. Não havia nada em comum, só corpos para alimentar o fogo imaturo de uma paixão adolescente. Mas realmente os opostos atraem-se?

Não haverá mais ninguém como ela: pedinchas por amor, de atenção, de toques, de tudo! Não passou de uma simples relação física passageira na qual a areia sai das mãos rapidamente num dia quente de Verão tão efémera… sabe que não há futuro nessas relações.

Ele sabe que uma relação não é estar o maior número de horas possível com alguém aos beijos, aos amassos, não deixar ninguém se aproximar e entregar desenfreadamente os seus corpos a uma satisfação de prazeres nas entranhas da sua sexualidade aflorada.

Mas uma relação não é só isso, não, é uma questão de respeito pela pessoa amada, comunicação entre eles, honestidade e liberdade pois ninguém é de ninguém. Não se entregará a uma qualquer que aparecerá no caminho se não assim for.

Sabe que encontrará alguém que o respeite e compreenda completamente o seu ser. Pode não ser logo mas se confiar na vida e deixar as coisas tomar o seu rumo, certamente cedo ou tarde o seu espelho aparecerá e aí a sua existência deixará de ser a mesma.

Há sempre alguém destinado para cada um, é só esperar.