Não há amor como o primeiro, até vir o segundo…

Dizia-me tanta coisa e notava-se que falava de forma constrangida. Desviava o olhar e voltava a fixá-lo… Decidi que o melhor era afastar-me.

“A culpa não é tua, é minha!”. É que acabo sempre com o coração partido.
Tenho medo do que nos possa acontecer. É sempre como na primeira vez.

Já tive de deixar ir, mesmo achando que era o ideal. Mesmo não sabendo o que fazer com todos aqueles sentimentos e com todas aquelas noites vazias… O ciúme que se antecipava. Fui altruísta, racional. No fundo esperava encontrar alguém como tu, mas chamava-te de melhor amigo.

Nunca me meteu em primeiro plano e a certa altura a cortina caiu… eu saí de cena e ele nem reparou.

Não há amor como o primeiro, até vir o segundo… Mas quantas vezes tenho de colar o meu coração, até que, por fim, nasça um novo coração a bater dentro de mim?!

Sim, aceito o convite para tomar café.