Não fui eu que te escolhi…

Não fui eu que te escolhi, foste tu que me escolheste, mesmo sem te aperceberes. Cada vez que olhavas para mim, e cada vez que eu falava abertamente contigo. O sentimento ia crescendo cada vez que me acarinhavas.

Não foi intencional, apenas me deixei levar. Deixei-me levar pelo carinho, pela sinceridade do sentimento, pelo amor ainda por descobrir.

Aprendi a amar-te à tua maneira, aprendi a apreciar cada momento como um único, aprendi que o teu sorriso é o mais sincero de todos.

Mas agora que as coisas se tornaram sérias o suficiente para me fazerem pensar no futuro, apercebi-me de que fiz uma escolha que sei que a longo prazo vai ser amarga.

Mas de que vale tudo isto se no fim a despedida me vai custar tanto como se arrancassem um pouco de mim? De que vale todo este amor, cuidado e carinho se no fim irão existir duas estradas com destinos diferentes para os dois, onde as memórias de um dia serão esquecidas?

De que valeu toda a confiança que depositei em ti, se o futuro não vai ser a dois? De que vale todo o este tempo se os nossos objetivos de vida nos separam um do outro?

De que vale amar-te com tanta intensidade, como se fosses o último, quando sei que não existe uma réstia de esperança para o “Nosso” futuro?

De que valem todos os sorrisos juntos, todas as discussões, todas as piadas, todas as parvoíces, todas as noites acompanhadas?

De que valem todas estas lágrimas quando sei que no principio de tudo sabia que estava a tomar uma decisão agridoce?

De que vale toda esta entrega para no fim não haver mais nada?