Não evoquem o amor em vão!

Fazes-me um mal absurdo. Invades-me sem saber como. Sei que é sem querer mas mesmo sem querer existes. Fazes-me mal. Eu sei disso e é do pouco que sei, que mais certezas tenho, mas, deixo que facas, continuo a permitir que me magoes e nem sabes que o fazes. Também não te vou dizer.

Fazes-me um mal tão grande que chega a ser bom quando nem dou conta desse mal que me fazes. Já alguém te disse que as pessoas são para amar? É de manter os olhos bem abertos e aventurar corações nunca partidos. Encontro assim uma prevenção de tantos males, males que me fazes, porque és uma espécie de noite vadia que me chama para conhecer, como se o mundo girasse a teus pés. É só por uma noite. Dissemos nós e repetimos. E é dos males mas consumíveis… Repetimos a noite e repetimos a fala. Somos só amigos. Acrescentámos de seguida. E é dos males mais consumíveis não poder consumir.

Quando estou contigo fico mais vulnerável, arrebatam-me sentimentos avassaladores. torno-me mais fraca e insignificante e ainda assim terei sempre saudades tuas. Não sei se pela tua pele, se pelo teu toque, se pela tua atitude de não deixar que ninguém se aproxime de ti. Posso estar a teu lado e é como se estivesse sozinha mas há males que são tão bons e não te poderia definir de melhor maneira senão assim mesmo.

E a partir de hoje garanto que nunca mais me farás mal e se o fizeres que seja apenas por eu própria estar entregue as meus pensamentos que te contém. Porque não serás tu nessa tua forma de ser que me vais fazer mal ou fazer sentir menos do que o que sou. Aqui cito que é o fim de toda esta maldição polémica, problemática e efusiva. Não te vou evocar nunca mais. Está determinado e decidido. Os meus dias nas tuas mãos chegaram ao fim. Considero-me boa demais para ti, bonita demais, inteligente demais, tudo demais para alguém que não sente.

Lembro-me sim da maneira como me beijaste à espera de uma resposta imediata, que recebeu, ou, recebias. E é por esse e outros motivos que te tornaste algo que odeio mas que gosto de amar. Quem diz amar diz gostar. Amar é demasiado absurdo e poderoso para te aplicar.

Não evoco o amor em vão e por favor que ninguém o faça, nem tu. Mas não o quero morto, não o quero sem o haver. Não evoquem o amor em vão porque é dos mistérios mais perigosos que se podem evocar. Mas amem porque afinal, a mim, ensinaram-me que as pessoas também são feitas para se amar.

PORMarta, Alentejo
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