Não digas nada… e ama-me!

Não digas nada… e entra…

A porta está aberta enquanto eu estou deitado sobre a cama.

Naqueles lençóis em que nos perdemos de desejo, em que nos amamos em beijos,
Em que nos entregamos à paixão.

Já te esperava há tanto tempo, já pedia que chegasses há tantas horas –

Em sonhos que calava dentro de mim, em promessas e juras de amar-te: eternamente.

Entra…

Deixei o meu coração aberto para que pudesses entrar em mim,

Para que invadisses o meu peito, para que fizesses dos meus braços o teu refúgio,

Para que juntos… pudéssemos ser dois pássaros livres.

Não digas nada… apenas deita-te sobre o meu corpo,

Sente a minha pele que pede a tua, sente o meu respirar no teu ouvido,

Enquanto eu te digo que sou teu, enquanto eu te digo que te amo,

Muito para além do infinito dos nossos projectos, dos nossos pedidos mais secretos,

Da nossa vontade de sermos… imortais.

Não digas nada… e ama-me…

Ama-me no silêncio, na profundeza do nosso olhar,

Nos meus lábios que procuram os teus,

No meu coração que bate… por ti.