Não consigo simplesmente deixar-te ir!

Sou egoísta ao ponto de preferir que sofras na solidão do que sejas feliz com outro alguém.

Não subscrevo a teoria de que saber amar é saber deixar ir. Se eu te amo não te quero deixar, nem ir, nem vir, quero-te onde sempre estiveste.

Não me sei afastar, não sei fingir que estou bem, não sei não preocupar-me com o teu afastamento, e por mais que as palavras te digam uma coisa, o sentimento diz outra.

Sou egoísta ao ponto de preferir odiar-te a sofrer de amor por alguém que nunca me soube pedir desculpa.

Sou ressentida, rancorosa, amargurada, há quem diga que tudo isto se chama sensibilidade, eu prefiro chamar-lhe mau génio.

Porque o tempo irá passar mas tudo ficará gravado e, quando a discussão surgir, estas serão as primeiras mágoas que te atirarei à cara.

Deus fala em perdoar mas eu não consigo, talvez um esquecimento momentâneo, mas perdoar é fingir que não passei pelas portas do inferno sozinha, sem ti e também por culpa tua.

Perdoar é desrespeitar a minha alma e relativizar o que destruiu parte de mim, das minhas vivências e das minhas memórias.

PORRosarinho
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