NÃO À GUERRA!

Às vezes? Às vezes acredito que o mundo seria muito melhor sem nós, humanos, a habitá-lo. Sou uma eterna revoltada com estas situações, indigna-me a falta de humanidade que a humanidade tem.

No tempo em que estamos os infelizes seres humanos que nos rodeiam preocupam-se mais com o poder do que viver em harmonia com o seu próximo.

O caso do Ultramar é um exemplo do que a guerra fez ao nosso país, milhares de pessoas viram-se obrigadas a deixarem as suas famílias, o conforto dos seus lares para lutar pela Pátria, e o que é isso lutar pela Pátria? É ir para os confins do mundo fazer guerra com os outros seres humanos por quem deveríamos ter o mínimo de complacência? Nós não somos todos iguais? Quando nos abraçamos as sombras não são iguais?

E o que é que lutar pela Pátria fez de bem para a nossa gente? Trouxe-nos mortos e traumas que muitos não refeitos vão levar para o resto das suas vidas. E os soldados como que aprisionados foram sujeitos a condições desumanas. Hoje em dia cumprir os serviços militares já não é uma obrigação, mesmo assim continua a ser tanto dinheiro gasto em armas, munições e outros equipamentos para este fim, é triste.

Saímos à rua e somos vítimas de violência em plena luz do dia, bombardeados pelos meios de comunicação com notícias que nos chocam. Uns estão na guerra, outros morrem, passam fome. Crianças vêem-se longe do carinho dos pais, pais são privados de presenciar o crescimento dos seus filhos.

Obviamente, admiro a coragem daqueles que actualmente ainda se dispõe a proteger o seu povo, arriscando as próprias vidas em prol das vidas das suas gentes, mesmo assim queria puder furar os tímpanos desses infelizes seres – não os que lutam, mas o que causam as guerras e que nem sei se poderão ser considerados humanos, uma vez que não agem como tal – com o meu grito de revolta. Um “não à guerra” e a essas mentes perturbadas.

E que tal parar para reflectir e repensar melhor as nossas atitudes, afinal onde estão os nossos valores? Os nossos sentimentos? O que temos no lugar do coração? Uma pedra de gelo? Se assim for, espero sinceramente que um dia consigamos derrete-la.

A paz? O amor? A protecção que nos foram incutidas? E que deveríamos ter pelo nosso próximo?

Admiro John Lennon que disse uma vez “a humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade”.

Vamos dar as mãos e soltar as armas.

 

PORLetícia Brito
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