Na altura era criança, e agora?

“Não dá para continuar porque tu és demasiado criança”. Usam e abusam desta desculpa como se ser criança fosse impedimento para algo, a verdade é que ser criança é relativo. No entanto, a nossa relação nunca foi relativa, tu sempre achaste os meus defeitos sinónimos de infantilidade e, em vez de os tentares perceber, sempre te deixaste ficar a um canto à espera da primeira desculpa para me deixar.

Poderias atacar-me por vários lados mas preferiste acusar-me de ser criança, sinónimo de inocência, felicidade espontânea, paz de espírito, enfim. Hoje sinto que o que me faltou na altura foi maturidade suficiente para te responder “Antes criança do que amargurada da vida”, virar as costas e não pensar duas vezes em olhar para trás.

Viver com alguém que não entende os seus próprios sentimentos de modo a compreender os sentimentos dos outros não é saudável e lamento que não tenha percebido mais cedo que tu eras assim. Como criança que sou, gosto de viver a vida sem ter de me preocupar com o que não vão gostar em mim ou se tenho de mudar por alguém.

Hoje sou muito mais feliz comigo mesma graças a essa tua estúpida frase para acabar relacionamentos e espero que nunca encontres alguém que te considere uma criança, porque de inocente não tens nada.


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