Murmuro o teu nome ao vento


Não tenho nada para fazer, nem forças para sair. Por isso levo o meu pensamento até ti.

O céu está bonito, será que consegues vê-lo? De um azul muito, muito escuro e dele florescem estrelas tão brilhantes como anjos. Todas me sorriem tentando preencher a alma devastada.

O frio teima em aprisionar-me e as lágrimas parecem gelo na face que agora está esbranquiçada.

Murmuro o teu nome ao vento implorando-lhe que te traga de volta.

As pernas tornam-se bambas enquanto sigo o ribombar do mar.

Tiro o pesado casaco deixando-o ao acaso na areia molhada. O vestido ondula-me com agressividade sob a pele arrepiada.

Mas não sinto frio, nem medo apenas um enorme vazio no peito.

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