Morreste…

Procuro-te desesperada pela casa, tento achar-te em cada canto. Procuro e procuro, mas não te encontro. Onde estás? Sinto-me tão sozinha e tão perdida sem ti. Tenho medo de estar nesta casa vazia, é tudo tão assustador agora. Outrora a casa estava cheia de cor, iluminavas tudo com a tua alegria. Agora é tudo a preto e branco, é um sítio gelado e abandonado. Visito todos os teus lugares preferidos, mas nem sinal de ti. Apercebo-me que já não estás mais aqui, nem em parte alguma.

Morreste! Morreste e perdi-te para sempre…

Não… Não pode ser verdade! Não quero acreditar nisso! Tu estás algures por aqui, eu sei que estás. Não podes ter morrido! Não…

Tento enganar-me, minto para que a verdade não seja tão dolorosa. Mas todas as manhãs acordo e não oiço a tua voz. Procuro-te e não te encontro. Grito pelo teu nome e imploro que me fales, mas não me respondes. É uma cruel realidade que me apunhala pelas costas e me faz sangrar até à última gota. Morreste! Morreste…

Todas as noites olho para o céu e tento encontrar-te, procuro-te em todos os pontinhos brilhantes. Há sempre uma estrela mais cintilante e imagino-te a ti. Fecho os olhos e imagino-te aqui. Imagino-te tão perto, quase que sinto o calor dos teus braços entrelaçados no meu corpo. A tua mão toca na minha face, com aquela subtileza que só tu sabias ter, com aquele carinho que só tu sabias dar.

Na imaginação abraças-me e sorris e eu choro. Eu sei que querias que eu fosse forte, mas não consigo conter estas lágrimas. Olho para cima, olho para o céu, como me ensinaste, mas não te vejo. Tu prometeste que irias estar lá… Por que me deixaste? Era suposto estares ao meu lado, era suposto cuidares de mim. Responde-me! Estas aí? Consegues-me ouvir? Provavelmente não… Eu queria dizer-te que fazes-me falta, as saudades estão a torturar-me. Não consigo viver assim.

Pudesse eu tirar-te dos meus sonhos e abraçar-te. Pudesse eu ter uma última oportunidade para te dizer o quanto te amo. Pudesse eu ter a chance de me desculpar. Pudesse eu ouvir a tua voz novamente. Pudesse eu ter tido mais tempo…


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