Para a minha bela cidade do Porto.

Quantos não te conhecem e queriam ter a oportunidade de te conhecer.
Eu, sortuda, conheci-te. Tenho a dizer-te que foste o maior dos encantos.

Abri pela primeira vez os olhos para o mundo, e lá estavas tu. Nada te substitui.
Foi em ti que dei asas a mim mesma. Foi em ti onde aprendi a ser independente. Foi em ti que aprendi a ser feliz. Ensinaste-me tanta coisa, sem ti, hoje eu nada seria.

Tinhas aquele cheiro a castanhas assadas quando já aparecia o frio, logo pela manhãzinha perto da estação de São Bento.

As tuas ruas encobertas de pessoas, o senhor de trompete a tocar no meio dos Aliados cheio de estrangeiros a bater palmas, até o rapaz que entregava jornal todos os dias ao subir a rua dos Clérigos.

Nem imaginas as saudades que tenho tuas, da tua boa disposição, dos metros, ah, até perdi a conta de quantas vezes me perdi neles, mas aprendi.

Tenho tantas histórias sobre ti para te contar. Não digas a ninguém, mas estou apaixonada por ti.

E ah! Para não falar da Ribeira, aquela linda Ribeira e a sua bela vista do Jardim do Morro.

Shhhhh, não digas a ninguém, mas estou apaixonada por ti.

Ps: Um dia eu sei que voltarei para ti.